"O Ser se destaca pelo que sabe mas vale pelo bem que se decida a fazer"

||Oh Como é bela a Primavera||

Eu estou...

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Freitag, Februar 28, 2003


É LOUCURA...

Odiar todas as rosas
porque uma te espetou....

Entregar todos os teus sonhos
porque um deles não se realizou...

Perder a fé em todas as orações
porque numa não foste atendido...

Desistir de todos os esforços
porque um deles fracassou!!

É LOUCURA...

Condenar todas as amizades
porque uma te traiu...

Descrer de todo amor
porque um deles te foi infiel...

É LOUCURA!

Jogar fora todas as chances de ser feliz
porque uma tentativa não deu certo.

Espero que na tua caminhada
não cometas estas loucuras!

Lembrando que sempre
há uma outra chance...
uma outra amizade...
um outro amor...
uma nova força...

É só ser perseverante e procurar
ser mais feliz a cada dia.


Pense nisso... nunca deixe de tentar,
com medo de não acertar novamente.

Gláucia HeiGl 5:09 PM/ -
Donnerstag, Februar 27, 2003


FELIZ ANIVERSARIO PATRICK

Como sei que, se te enviar um cartao você nao irá receber pois ultimamente parece estar sem tempo de ver seus emails e tudo que envio retorna,resolvi te fazer uma surpresa aqui .
Você foi a primeira pessoa que conheci na internet e eu nao poderia deixar este dia passar assim em branco,nao é morcego ou melhor MORCE rs* !!
À ti sempre os meus melhores votos !

O Tempo Passa
A vida esmorece
mas algo existe
Que a tudo resiste,
E que nunca se esquece
Serena, profunda
E sem ter idade;
Para além do tempo
Para além da vida
Ficará erguida
A NOSSA AMIZADE


PATRICK / MORCE

Um grandao do fundao do meu ...Pâncreas
(ps: é mais fundo que o coracao)

GAL.

Gláucia HeiGl 6:55 PM/ -
Mittwoch, Februar 26, 2003





FELICIDADE

Felicidade não tem peso,

nem tem medida,

não pode ser comprada,

não se empresta, não se toma emprestada,

não resiste a cálculos, porque não é material,

nos padrões materiais do nosso mundo.

Só pode ser legítima.

Felicidade falsa não é felicidade, é ilusão.

Mas, se eu soubesse fazer contas na medida do bem,

diria que a felicidade pode ter tamanho,

pode ser grande, pequena,

cabendo nas conchas da mão,

ou ser do tamanhão do mundo.

Felicidade é sabedoria, esperança,

vontade de ir, vontade de ficar,

presente, passado, futuro.

Felicidade é confiança:

fé e crença,

trabalho e ação.

Não se pode ter pressa de ser feliz,

porque a felicidade vem devagarinho,

como quem não quer nada.

Ser feliz não depende de dinheiro,

não depende de saúde,

nem de poder.

Felicidade não é fruto da ostentação,

nem do luxo.

Felicidade é desprendimento,

não é ambição.

Só é feliz quem sabe suportar, perder,

sofrer e perdoar.

Só é feliz quem sabe, sobretudo, amar.

(Wanderlino Arruda)

Gláucia HeiGl 6:32 PM/ -
Dienstag, Februar 25, 2003


POESIA MATEMÁTICA

Às folhas tantas
Do livro matemático
Um Quociente apaixonou-se
Um dia
Doidamente
Por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base,
Uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide,
Corpo ortogonal, seios esferóides.
Fez da sua
Uma vida
Paralela a dela
Até que se encontraram
No Infinito.
"Quem és tu?" indagou ele
Com ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram
- O que, em aritmética, corresponde
A alma irmãs -
Primos-entre-si.
E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz
Numa sexta potenciação
Traçando
Ao sabor do momento
E da paixão
Retas, curvas, círculos e linhas senoidais
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas
euclideanas
E os exegetas do Universo Finito,
Romperam convenções newtonianas
e pitagóricas.
E, enfim, resolveram se casar
Constituir um lar.
Mais que um lar.
Uma Perpendicular.
Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas
para o futuro
Sonhando com uma felicidade
Integral
E diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
Muito engraçadinhos.
E foram felizes
Até aquele dia
Em que tudo, afinal,
Vira monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum
Freqüentador de Círculos Concêntricos.
Viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.
Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais Um Todo.
Uma Unidade. Era o Triângulo,
Tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era a fração
Mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a
Relatividade.
E tudo que era espúrio passou a ser
Moralidade
Como aliás, em qualquer
Sociedade.

Millôr Fernandes

(Em: "Trinta anos de mim mesmo")

Gláucia HeiGl 11:37 PM/ -
Montag, Februar 24, 2003
Estes dias tenho estado um pouco saudosa,melancolica....querendo voltar no tempo e reviver coisas que ja vivi so que desta vez com mais intensidade, mas infelizmente isso nao é possivel portanto posso sonhar com estes momentos e modifica-los a minha maneira (já é alguma coisa rs*);E já que o tema é saudade resolvi por este texto aí abaixo que meu amiguinho la da China no dia tal as ...hs me enviou ... hahahahaha~~~~~~>



A saudade fala português....


Eu tenho saudades de tudo que marcou a minha vida.

Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz ...

Quando me lembro do passado, eu sinto saudades....

Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...

Sinto saudades da minha infância, do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro, do penúltimo e daqueles que ainda vou vir a ter, se Deus quiser...

Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando no futuro...

Sinto saudades do futuro, que se idealizado, provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...

Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei, de quem disse que viria e nem apareceu; de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito, de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.

Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito;

Daqueles que não tiveram como me dizer adeus;

De gente que passou na calçada contraria da minha vida e que só enxerguei de vislumbre; de coisas que eu tive e de outras que não tive mas quis muito, de coisas que nem sei que existiam mas que se soubesse, de certo gostaria de experimentar;

Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiência...

Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer, dos livros que li e que me fizeram viajar, dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar, das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade;

Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que, não sei aonde, para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...

Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades em japonês, em russo, em italiano, em inglês, mas que minha saudade, por eu ter nascido brasileiro, só fala português embora, lá no fundo, possa ser poliglota.

Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria, espontaneamente, quando estamos desesperados, para contar dinheiro, fazer amor e declarar sentimentos fortes, seja lá em que lugar do mundo estejamos.

Eu acredito que um simples "I miss you", ou seja lá como possamos traduzir saudade em outra língua, nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.

Talvez não exprima, corretamente, a imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas. E é por isso que eu tenho mais saudades...

Porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso, mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos.

Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis, de que amamos muito do que tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos ao longo da nossa existência.

Sentir saudade, é sinal de que está vivo.

Gláucia HeiGl 8:14 PM/ -
Sonntag, Februar 23, 2003




Que Nem Maré
(Jorge Vercilo)

Faz um tempão
Que eu não dou trégua
Ao meu coração
É você o meu lugar
Quando tudo por um fio está

Nada vai me fazer desistir do amor
Nada vai me fazer desistir de voltar
Todo dia pro seu calor
Nada vai me levar do amor

Faz um tempão
Que eu não dou asas
À minha emoção
Passear, distrair e me achar
Lá no fundo de ti

A saudade bateu
Foi que nem maré
Quando vem de repente de tarde
Invade, transborda esse bem-me-quer
A saudade é que nem maré.



Gilson esta é pra você !!
Gláucia HeiGl 2:20 PM/ -
Samstag, Februar 22, 2003
Euro X Dólar
Entendendo a guerra


Em nome do dólar.

Há uns três anos que as peças começaram a se encaixar no tabuleiro desta guerra que se aproxima. Trapalhadas diplomáticas, erros estratégicos,umas doses de sorte e outras de azar acabaram atropelando o dólar, moeda franca do mundo e sobre a qual repousa a economia, motivando os EUA à uma guerra arriscada. Vale muito esta guerra. Vale a sobrevivência daquilo mais caro à sustentação dos Estados Unidos: sua própria moeda. Mais que mísseis ou gases, é o euro a maior arma do Iraque.
Nesta história, são três os personagens principais: Hugo Chávez, militar de origem indígena, católico, eleito presidente venezuelano em 1999. Saddam Hussein, muçulmano sunita, ditador sanguinário do Iraque desde 1979.E George W. Bush, cristão renascido pelos braços do pastor Billy Graham,eleito presidente dos EUA em 2000 porque a Suprema Corte decidiu que,mesmo considerando a necessidade de recontar os votos na Flórida, mais importante era respeitar os prazos eleitorais.
No dia 6 de novembro de 2000, véspera da eleição presidencial nos EUA, o Iraque mudou a moeda com a qual operava suas vendas de petróleo: saiu o dólar, entrou o euro. O país sofria pesadas sanções impostas pela ONU desde 1991, quando saiu derrotado de uma guerra que Saddam tinha atiçado ao invadir o Kwait. A economia do Iraque depende, vive, sobrevive da venda de petróleo. Detém a segunda maior reserva mundial. De acordo com a sanção,a venda do combustível bruto era permitida desde que o dinheiro fosse investido em causas sociais. Mais especificamente, em comida.
Naquele novembro há pouco mais de dois anos, o Iraque tinha bloqueados sob o olho vigilante da ONU, numa conta em Nova York, 10 bilhões de dólares,ou 15% de seu PIB - 0,1% do PIB norte-americano. A conversão das vendas futuras para o euro foi vista como uma pirraça sem sentido. Se tinha o objetivo de seduzir os países europeus a comprar mais petróleo, conseguiu apenas em parte. Do ponto de vista financeiro, era uma besteira: a moeda européia valia 82 centavos de dólar. O preço da conversão foi alto e o Iraque perdeu dinheiro. Para Saddam, pouco importava. Em meados de 2001, vendeu os 10 bilhões de dólares de reservas e trocou-os também por euros. Só que aí veio o 11 de setembro e uma de suas conseqüências foi o crescente fortalecimento da moeda européia.
A operação de troca de moeda terminou sendo imensamente lucrativa.
Dinheiro, muito dinheiro Petróleo: o maior negócio do mundo. Todo dia são gastos 2 bilhões de dólares com o combustível. Nas previsões mais otimistas, há petróleo para mais um século. Aí acaba. Um quarto disto é consumido pelos Estados Unidos apenas.
No país que consome mais energia do mundo, 40% correspondem a petróleo.
Invernos frios e verões quentes, o hábito de adotar carros cada vez maiores por parte da classe média, todos são ingredientes numa conta que só faz aumentar o consumo - pequenos confortos que a população não pretende perder.
Lá, são 20 milhões de barris por dia ao preço, em janeiro, de 28 dólares a unidade.
Mas não é o petróleo que banca a festa, é o dólar. A balança comercial dos
EUA é deficitária - só agora em fevereiro, ficou negativa na brincadeira de US$31,5 bilhões. A partir de 1995, o investimento do americano médio em imóveis, na casa própria, foi ultrapassado por aquilo que esse mesmo americano médio jogou na Bolsa de Valores. Em última instância, é um investimento no dólar. Só que acaba sendo um investimento seguro,apesar de o país ser deficitário, porque o dólar é a moeda corrente do mundo.O Fed, Banco Central dos EUA, dita as regras que regem a economia global. Dólar tudo quanto país usa porque assim se dá o comércio internacional.
De todos esses negócios, o petróleo é o maior - e os EUA não controlam quem o vende.
No dia 12 de agosto de 2000, um garboso Saddam Hussein ofereceu ao presidente venezuelano Hugo Chávez um tour guiado pelas ruas de Bagdá.
Exatos quatro meses antes de a Suprema Corte decidir pela eleição da dupla
Bush e Dick Cheney. Chávez era o primeiro chefe-de-estado a visitar o Iraque desde o início das sanções da ONU e as imagens de Saddam ao volante com o militar venezuelano no banco do carona fizeram a festa das tevês.
Para aqueles que assumiam o poder nos EUA, dois ex-executivos de multinacionais petroleiras e notoriamente conservadores, Chávez fazia uma figura preocupante.
Simpatizante do castrismo de Cuba e atrevido demais na questão do petróleo.
Em abril de 2002, um golpe contra a presidência venezuelana foi rechaçado em dois dias. Na melhor das hipóteses, os golpistas encontraram no governo norte-americano um aliado de primeira hora. A diplomacia dos EUA soube do golpe frustrado antes e nada fez para evitá-lo. Desconfia-se que a CIA esteve envolvida, como nos velhos tempos. Filiada à Organização dos Países
Exportadores de Petróleo, OPEP, a Venezuela responde por uma conta que variou, nos últimos anos, de 13% a 15% do petróleo importado pelos EUA - 1,6 milhão de barris por dia.
O resultado da trapalhada diplomática que sucedeu à volta de Chávez ao poder foi uma crise sem precedentes que culminou na greve geral. Quando a companhia estatal de petróleo PDVSA parou, os EUA viram-se sem ter de quem comprar. Ou tinham: opção nada agradável, o Iraque. Bush havia cortado as importações do combustível iraquiano desde sua posse, pouco após Saddam ter feito a conversão de moeda. Mas, antes, havia opção.Num mercado de petróleo em alta e dólar em queda, os EUA voltaram-se nos últimos meses para o Iraque. Em dezembro, compraram 925.000 barris por dia; agora em janeiro, 1,15 bilhões.
Pagaram em euros.Moeda franca
Seria tudo um inconveniente financeiro para o país de George W. Bush e um profundo suor frio para o resto do mundo que, como o Brasil, depende da saúde do dólar, não estivesse o Iraque apontando uma tendência. No ano passado, o Irã queimou boa parte dos dólares que compunham as reservas de seu Banco Central. Em parte, foi uma resposta política à inclusão do país no
Eixo do Mal de Bush. Foi também uma operação coerente do ponto de vista econômico. Trata-se do maior produtor de gás natural do mundo, além de exportador de petróleo. Lá, está sendo discutida seriamente a possibilidade de converter suas vendas, ao menos para a Europa, também para euros.
Durante 2002, executivos da OPEP começaram a discutir seriamente a transferência de seus negócios para a moeda européia. Chávez fala disso a toda hora. Quando novos países aderirem à Zona do Euro, nos próximos cinco anos, o PIB da região somará quase 10 trilhões de dólares, equivalente ao dos EUA. Quando a Inglaterra abandonar sua libra, algo que os analistas consideram questão de tempo, o Banco Central Europeu vai se sobrepor ao FED norte-americano em volume de riqueza numa única moeda.
E, em todas estas transações, é o petróleo que se encontra no centro da mesa. Se os petrodólares forem substituídos por petroeuros, pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial a moeda franca internacional mudará. Será o caos, mas o planeta se acomoda. Quem perde, no fim, são os EUA.
Quando Gerard Schroeder, da Alemanha, e Jaques Chirac, da França, opõem-se à guerra contra o Iraque, sua menor preocupação são seus eleitorados internos.
Da mesma forma, Bush e Tony Blair, do Reino Unido, têm outras preocupações.
É o controle econômico mundial que está em jogo. Plantar um governo leal aos EUA no Iraque e ampliar o controle sobre o Oriente Médio enfraquece, em última análise, a OPEP. Em defesa do dólar.
É um jogo perigoso o que se inicia, um que periga ter conseqüências mundiais muito mais sérias do que as largadas pela justa guerra contra o Talibã afegão. King Jong II, ditador norte-coreano, já fez sua parte.
As reservas de seu Banco Central estão em euros.
Gláucia HeiGl 9:23 PM/ -
Donnerstag, Februar 20, 2003


O homem e sua obra
PRIVADA / VASO SANITARIO

O Homem é o novo rico da natureza.
Assim que nos demos conta de que éramos os únicos na vizinhança que falávamos, fazíamos as quatro operações e conseguíamos encostar o dedão no mindinho, ficamos profundamente, irremediavelmente bestas.
Cobrimos a pele com panos, penteamos o cabelo pra trás, passamos uma salivinha na sobrancelha, dissemos: adeus, bicho! e saímos da selva.

Nem mal deixamos o bosque, passamos a esnobá-lo e a condenar as atitudes de todos os seus habitantes.
Nós éramos superiores! Nós dominávamos a natureza! Nós usávamos ferramentas, meias e fio dental!

Novo rico que se preze, no entanto, dá bandeira.
Há sempre um douradinho além da conta, um sotaque suburbano escapando num momento de exaltação, um conversível rosa com a placa mom ou dad.
Com a humanidade também é assim.
Por mais que consigamos trocar nossos odores naturais por mentol, eucalipto ou tutti-frutti, gastemos um bilhão de dólares em pesquisa para criar lâminas capazes de raspar perfeitamente nossos pêlos e cubramos toda a crosta da terra com asfalto e carpete sintético, um ato sempre nos denunciará o passado selvagem, a natureza animal: a cagada. Ali não tem desculpa, não tem disfarce.

A merda é nossa ligação perene com a floresta, com o barro de onde viemos.
Aí não tem talher nem tailleur nenhum que nos diferencie da arara ou do tamanduá.
Nus como as trutas, acocorados como os cães, expelimos a verdade universal, fisiológica, cilíndrica e obscura que por tanto tempo tentamos ocultar. Somos animais!

Temendo uma reflexão mais elaborada sobre o assunto, e sabendo das conseqüências que tamanha verdade traria uma vez revelada, desde cedo cuidamos de camuflar o assunto.
Fizemos com a bosta o que fazemos com as putas, as drogas e tudo aquilo que é necessário existir, mas não é preciso divulgar; marginalizamo-la.
Condenamos as fezes ao ostracismo.

No início, enquanto vagávamos nômades, a coisa era bem fácil.
O sujeito simplesmente se afastava um pouco da horda, fazia o que tinha de fazer e ia embora, deixando as sujeiras para trás.
Estávamos literalmente cagando e andando.

Quando os primeiros povos dominaram as técnicas de irrigação e, portanto, a agricultura, passaram a viver fixos num determinado local, e defecar ficou um pouquinho mais complicado.
O sujeito tinha que sair da aldeia, andar um pouco, achar uma moita, cavar um buraco, fazer e enterrar.
Durante muito tempo a coisa rolou assim, trabalhosa, mas sem maiores problemas.

Foi o crescimento da população e das aldeias que começou a complicar o processo.
A moitinha ia ficando cada vez mais longe de casa, corria-se sempre o risco de se encontrar um conhecido por lá e, pior de tudo, cavar um buraco de segunda mão.

Dizem que foi um bretão chamado Walter Collins que teve a brilhante idéia: cavar um buraco bem fundo no quintal de casa e cercá-lo por paredes. Em pouco tempo a invenção de Walter, assim como suas iniciais, já podiam ser vistas em grande parte do mundo. Parecia que o problema havia sido solucionado. Mas veio a revolução industrial, o grande êxodo para as cidades e os quintais, como se sabe, foram pra cucuia.

Talvez tenha sido esse o momento mais difícil da humanidade frente aos seus excrementos, o clímax entre o Homem e sua sombra animal. Tivemos que trazer a bosta para dentro de nosso próprio lar. Para que isso fosse possível, bastava que jamais assumíssemos o verdadeiro fim do aposento que covardemente, eufemisticamente, chamamos de banheiro.

Sim, meus caros, para não dar nas vistas, inventamos o chuveiro, a banheira, a higiene bucal, o secador de cabelo, o rímel, o blush e o batom, a acne e os tratamentos antiacne e todas as outras coisas para se fazer ali.
Além disso, criou-se um arsenal para se disfarçar o cocô: sprays com odor de rosas, sachês que deixam a água da privada azul, verde ou rosa, exaustores, bidês e papeis higiênicos perfumados.

Ali, naquele ambiente cientificamente controlado, podemos aliviar as nossas necessidades com o máximo distanciamento possível. Após dar a descarga, nosso cocô é mandado para esgotos submersos, que desembocam em rios que vão dar lá longe no oceano. Sanamos o problema por enquanto, mas é só uma questão de tempo.

Todo esse cocô está se unindo, formando o maior movimento underground do mundo.
Nossas cidades, nossos países estão boiando sobre rios de merda.
Fala-se muito no fim do petróleo e no fim da água, mas não será assim que nós morreremos.
Numa incerta manhã um cidadão dará a descarga e, como na piada, ouvirá o estrondo: o subsolo, entupido, explodirá. A verdade, reprimida por séculos e séculos, emergirá.
Só nesse dia todos perceberão o tamanho da cagada em que nos metemos desde o dia em que resolvemos sair da floresta.
E não haverá sachê nem bom ar que dê jeito.

Como se sabe, só as baratas sobreviverão!!
Obs: A merda vai feder rs*

Gláucia HeiGl 6:30 PM/ -
Mittwoch, Februar 19, 2003

Nao

Sol !
Porquê bates a minha janela e insistes em entrar?
Poupa-me a exuberância da tua luz.
Nao quero o apelo da distância que habita em meu olhar.
Hoje quero ficar na intimidade da penumbra de minhas pálpebras cerradas...
Num abandono total.
Assim hoje nao estou pra ninguém...
Nem mesmo pra mim !
Gláucia HeiGl 7:12 PM/ -
Montag, Februar 17, 2003

Uma Questao de Vivência

A primeira pedra atingiu-me em cheio...
Sofri o sangue, a surpresa, a decepcao , o vazio...
A segunda ensinou-me o desvio , o disfarce , o camuflado , o jogo de cintura...
A terceira ensinou-me o rebate , sentir no ar o arremesso e revidar à altura...
Depois foram tantas , tao frequentes
Que me forcaram a reflexao.
Veio a sabedoria depois a reavaliacao.
Pra resguardar meu espírito
Fiz abrigo tao resistente com o material espalhado pelo chao.
Que atualmente duvido que o danifique
Ventania ou temporal de estacao
Agradeco à quem atirou pedras para ferir
Acabou ensinando-me que pedras
Sao para construir.
Gláucia HeiGl 1:04 PM/ -
Sonntag, Februar 16, 2003
"Foda-se"

O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional a quantidade de "foda-se!" que ela fala.
Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?
O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas.Me liberta.
"Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!"
O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal.
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua.
Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.
"Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"?
"Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática.
A Via-Lactea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?
No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!".
O "Não, não e não!" é tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, absolutamente não!" o substituem.
O "Nem fodendo" á irretorquível,e liquida o assunto.
Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida.

Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência.
Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!".
O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.

Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a gravata daquele chefe idiota senão com um "é PHD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!".

O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos "aspone","chepone", "repone" e mais recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma. Há outros palavrões igualmente clássicos.

Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba...
Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito e assim te coloca outra vez em seu eixo.
Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.

E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cú!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cú!".
Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cu!".
Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto- estima. Desabotoa a camisa e saia a rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.

E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!" E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!".

Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação?

Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar:
O que você fala? - "Fodeu de vez!".

Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se!!!

Desconheco o autor
Gláucia HeiGl 5:37 PM/ -
Samstag, Februar 15, 2003

Como o Tom Cruise tava lá com seus problemas familiares,contrataram esta gracinha de ator ( Stwart Little ) para trabalhar no papel principal da terceira parte de Mission Impossible.O bom é que ele nao exige nada além de seu queijim mas até pra isso ele terá que se arriscar...ô gente má....
Gláucia HeiGl 9:35 PM/ -
Freitag, Februar 14, 2003


Pelos trovoes que riscam os ceus estou aqui lhe entrego amada desperte do seu sono de suas lembrancas trago este corpo em pedacos mas o coracao a todo fogo para lhe amar...amar infinitamente com a chuva ao nosso corpo a escorrer as gotas para a vida deste amar troco as palavras e exalto aos deuses que lhe envie o meu recado de um pobre cavaleiro de poucas cancoes mas com um unico amor vc sao versos estranhos irreverentes sem concordancia confusos como sao os meus pensamentos pelo amor que tenho por vc sao poucas as palavras mas o q posso fazer se nao tenho a lhe dizer?
a nao ser amo vccccccccc

Enviado por ( magos_f )

Gláucia HeiGl 9:10 PM/ -




A MELHOR PARTE DE MIM É VOCÊ !!

Minha vida estava vazia
não sabia mais que fazer
quantas de mim eu não conhecia
e tu me fizestes ver
a melhor parte de mim que eu tinha
como eu podia saber?
A melhor parte de mim que eu não tinha
eu sabia que era você
essas outras que eu não conhecia
me deixarão se eu te perder...




Gláucia HeiGl 2:13 PM/ -
Donnerstag, Februar 13, 2003

A vida nao é nada se nao há amor !!
Gláucia HeiGl 11:04 AM/ -
Mittwoch, Februar 12, 2003
"Satânico é meu pensamento a teu respeito e ardente é o meu desejo de apertar-te em minha mão, numa sede de vingança incontestável pelo que me fizeste ontem.
A noite quente e calma chegara a ser angustiosa.
Apareceste e, nesta cama, aconteceu. Sorrateiramente te aproximaste.
Sem o mínimo de pudor.
Encostaste o teu corpo sem roupa no meu corpo nu.
Percebendo minha aparente indiferença, aconchegaste-te a mim e mordeste-me sem escrúpulos ate os mais íntimos lugares jamais tocados de meu casto corpo. E adormeci.
Hoje, quando acordei, procurei-te numa ânsia ardente, mas em vão.
Deixaste provas irrefutáveis do que ocorreu na noite que passou. Grandes manchas no meu corpo e o alvo lençol salpicado de sangue.
Esta noite recolho-me mais cedo para, na mesma cama, te esperar.
Oh! Quando chegares, nem quero pensar com que perspicácia, avidez e forca eu quero te pegar para que não escapes mais de mim.
Em minhas mãos quero apertar-te ate o fim. Não haverá parte do teu corpo que os meus dedos não passarão. Só descansarei quando ver sair o sangue quente de teu corpo".


Só assim, livrar-me-ei de ti ....... Ô PERNILONGO filho de uma puta......!!!
Gláucia HeiGl 7:34 PM/ -
Dienstag, Februar 04, 2003


E por falar em saúde.....
estou com as amigdalas que mais parecem duas almondegas...nao deveria estar aqui de frente para o computador eu sei, só que já estou ficando entediada....ou fico na cama assistindo programas em alemao(blaaarghh), ou vou pra sala ouvir cds( para ouvir nao preciso ficar parada ) ou entao venho navegar na internet...melhor aqui pois pelo menos tento descobrir os erros deste blog; E também tive a oportunidade de conversar com algumas pessoas que estimo e andavam um pouco sumidas da Net.

Gláucia HeiGl 1:17 PM/ -
Samstag, Februar 01, 2003


Resolvi por alguns Cliques e blinkies , pois estava muito mixuruco este blog,agora parece estar um pouco mais legalzinho , o único problema é que demora pacas pra abrir e com este meu lentium ainda nao ajuda muito...
por falar nisso,aquele clique do "Eu amo meu computador" nao é bem verdade nao mas já que é bonitinho se safou rs*

Gláucia HeiGl 7:45 PM/ -